O ano de 2020, mais precisamente o mês de março, nunca mais será esquecido. Apesar dos primeiros casos de Covid-19, no Brasil, terem sido registrados em fevereiro, a situação piorou no mês seguinte.

Tanto trabalhadores autônomos e informais, quanto os donos de pequenos negócios sentiram a crise deste momento delicado. Além da alteração na rotina das pessoas, a economia também acabou sendo afetada, afinal, menos pessoas nas ruas significa menos movimentação comercial.

Atualmente, de acordo com números do Sebrae, no Brasil, os pequenos negócios respondem cerca de 98% e são responsáveis por metade dos empregos gerados.

Tanto na área da saúde, para combater a disseminação do vírus, quanto no comércio – venda de insumos básicos e essenciais – o governo está tentando dar o suporte necessário, a fim de não deixar a população desabastecida e manter a economia aquecida.

Prefeituras de todo Brasil vêm trabalhando no sentido de evitar aglomerações, porém isso acaba afetando diretamente os pequenos negócios, pois, comércios que aglomeram mais de dez pessoas foram proibidos de atuar, levando os empresários a fecharem suas portas.

Quais as decisões a serem tomadas?

Como os donos dos pequenos negócios podem agir neste momento, uma vez eu estes estão mais vulneráveis aos movimentos do ambiente?

Agora, toda e qualquer ação tomada gera uma reação em formato cascata, desestruturando cada etapa da cadeia.

Empresários – Deixam de contratar subsídios de fornecedores, vendem menos e são obrigados a demitir pessoas;

Fornecedores – Produzem menos, vendem menos e são obrigados a iniciar demissões;

Demitidos – Começam a ter problema de renda e passam a consumir menos;

Comércio – Vende menos, pois não têm demanda, e demitem mais pessoas, e a sequência continua.

Nesta hora de incertezas, quando não sabemos ao certo o momento em que tudo voltará a andar normalmente, é de suma importância que o empresário saiba o que é ajuda e o que é oportunismo, por exemplo quando ele pede um empréstimo para manter o seu negócio.

Para não cair em armadilhas, compare, busque cooperativas de crédito ou instituições que possam oferecer juros mais baixos. Converse com o seu gerente bancário, mas lembre-se que ele também está ali a serviço de uma instituição e tentará lhe oferecer “benefícios” para cumprir suas metas.

Infelizmente não existe a fórmula do sucesso para os momentos de crise, tudo dependerá do contexto em que você e sua empresa se encontram e entenda que, após a crise, tudo retornará gradativamente ao normal.