Com o avanço da pandemia do coronavírus desde março de 2020,  a necessidade de isolamento social e restrições de circulação, muitas empresas se viram forçadas a adotar o trabalho remoto, o chamado “home office”

home officeEssa foi a solução possível para manter os negócios em atividade, ao mesmo tempo, diminuir a disseminação do vírus e proteger seus colaboradores.

No Brasil, de acordo com dados da Pesquisa Gestão de Pessoas na Crise Covid-19, o trabalho em casa foi adotado por 46% das empresas durante a pandemia. O estudo também apontou que 67% das companhias tiveram dificuldades em implantar o sistema.

Contudo, superadas as dificuldades iniciais, a avaliação dos resultados é positiva: 50% das empresas disseram que a experiência superou as expectativas e 44% afirmaram que o resultado ficou dentro do esperado.

Todos tiveram que se adaptar e a parceria trabalhador x empresa se tornou essencial.

Mas para isso continuar funcionando de maneira eficiente, as empresas devem estar atentas a algumas questões, oferecendo suporte contínuo a seus funcionários, focando na produtividade e qualidade de vida deles. São elas:

  • Oferecer ajuda física e suporte financeiro: proporcionar as mesmas condições ergonômicas que teriam nos escritórios, com boas cadeiras, computadores, monitores, teclados.
  • Ajudar com tecnologia: manter uma central de soluções para questões tecnológicas do trabalho remoto, como problemas com a rede de internet doméstica, desempenho de computador e qualidade de videoconferências.
  • Garantir apoio psicológico: serviço que deve ser oferecido por empresas terceirizadas que vão desde um simples bate-papo até terapias.
  • Promover interações: através de reuniões virtuais, a fim de manter o contato com os colegas de trabalho.
  • Estimular pausas: com aulas remotas de ginástica laboral, yoga, pilates e lembretes para se desconectar.

Prós e contras

Sabemos que muitas empresas e seus colaboradores se adaptaram bem ao trabalho remoto, mantendo ou até mesmo aumentando sua produtividade.

Mas, como em tudo na vida, existem prós e contras em se trabalhar em casa. 

A seguir, destacamos alguns prós e contras dessa modalidade de trabalho aos funcionários:

Prós:

  • Economia de tempo e dinheiro com deslocamentos, combustível, passagem, alimentação;
  • Horários flexíveis;
  • Conforto.

Contras:

  • Isolamento social;
  • Dificuldade em se desconectar do trabalho;
  • Distrações familiares.

E quando analisamos o lado do empregador, também vemos vantagens e desvantagens em ter seus colaboradores em home office:

Prós:

  • Menos custo com infraestrutura;
  • Atração e retenção de talentos;
  • Ganho de produtividade.

Contras:

  • Perda de produtividade;
  • Funcionários estressados;
  • Times pouco colaborativos;
  • Controle da jornada de trabalho.

Impactos na saúde física e mental

Um ponto que merece destaque é o impacto no bem-estar dos profissionais que trabalham em home office. 

Um estudo realizado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), em parceria com o Institute of Employment Studies do Reino Unido, com 650 pessoas, destacou as principais queixas dos participantes. Os resultados foram:

  • Dor nas costas (56% do total de participantes), no pescoço (55%) e nos ombros (50%);
  • Dificuldade para dormir (55%) fadiga ocular (45%), fadiga (43%) e enxaquecas (42%);
  • Preocupação com questões financeiras da família (36%);
  • Sensação de ansiedade com a saúde de um membro da família (30%);
  • Sensação de isolamento e solidão (11%).

Além disso, 84% dos participantes disseram não ter recebido nenhum tipo de assistência de seus empregadores em relação às suas condições de saúde e segurança no home office.

São dados preocupantes, ainda mais em um momento como este que estamos vivendo, onde as preocupações e inseguranças são constantes. 

É dever das empresas auxiliarem seus funcionários diante dessas situações, diminuindo a pressão e carga de trabalho sobre eles. Afinal, pessoas felizes e saudáveis produzem mais e melhor. 

E o futuro?

Mas, e agora? Qual deve ser o caminho a seguir, considerando a queda nos números de casos, mortes e o ritmo acelerado da vacinação?

No Brasil, segundo a Pesquisa Gestão de Pessoas na Crise Covid-19, 34% das empresas têm a intenção de continuar com o home office para até 25% do quadro, enquanto 29% pretende manter o home office para pelo menos 50% do time ou até todos os funcionários.

Porém, a tendência entre as empresas parece ser de trabalho híbrido, que permite o home office em alguns dias da semana. É o caso do Google, por exemplo, que já anunciou esse modelo em dezembro de 2020.

O relacionamento entre os profissionais de uma mesma empresa é de extrema importância e a falta de convívio social é muito prejudicial. Além disso, equipes com laços pessoais têm uma melhor performance!

O ideal é o equilíbrio. Se as empresas e seus colaboradores conseguirem dosar isso, os resultados virão e todos estarão satisfeitos e em harmonia.